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Mundial

As lendas e as finais do Mundial: de Pelé em 1970 a Messi em 2022

As finais mais icónicas do Mundial vão de 1970, com o Brasil de Pelé a golear a Itália por 4-1, a 2022, com a Argentina de Messi a vencer a França nas grandes penalidades. Pelé, Maradona, Zidane e Messi são as maiores lendas da prova. Dados a 31 de Agosto de 2026.

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As finais mais icónicas do Mundial vão de 1970, com o Brasil de Pelé a golear a Itália por 4-1, a 2022, com a Argentina de Messi a vencer a França nas grandes penalidades. Pelé, Maradona, Zidane e Messi são as figuras que definiram a prova. Cada um deles ficou ligado a uma final que se conta e reconta.

1970: o Brasil de Pelé e a final perfeita

A final de 21 de Junho de 1970, no Estádio Azteca, na Cidade do México, é a referência com que todas as outras se comparam. O Brasil venceu a Itália por 4-1, com golos de Pelé, Gérson, Jairzinho e um remate final de Carlos Alberto que ainda hoje é exibido como o golo de equipa perfeito. Foi a terceira conquista brasileira e o ponto mais alto de uma geração irrepetível.

Pelé, então com 29 anos, tornou-se o único jogador a ser campeão do mundo três vezes — 1958, 1962 e 1970. A primeira, na Suécia, chegou quando tinha apenas 17 anos. Nenhum futebolista voltou a igualar as três estrelas, e é por isso que o nome de Edson Arantes do Nascimento continua a abrir qualquer conversa sobre as lendas do Mundial.

1986: Maradona carrega a Argentina

Se 1970 foi a final da equipa, 1986 foi o Mundial de um homem. Também no Azteca, a Argentina venceu a Alemanha Ocidental por 3-2 na final, com o golo decisivo de Jorge Burruchaga. Mas o torneio ficou para a história pelo que Diego Maradona fez nos quartos-de-final frente à Inglaterra: no mesmo jogo, o golo de mão que ficou conhecido como “a mão de Deus” e, minutos depois, um golo em que driblou meia equipa inglesa desde o meio-campo, eleito o melhor da história dos Mundiais.

Maradona foi o coração absoluto daquela Argentina — marcou, assistiu e arrastou a equipa ao segundo título do país. É a prova de que, no Mundial, um jogador em estado de graça pode valer mais do que qualquer plantel.

1998: Zidane e a França em casa

A final de 12 de Julho de 1998, em Saint-Denis, nos arredores de Paris, deu à França o seu primeiro título mundial. Diante do Brasil, foi Zinédine Zidane a decidir, com dois golos de cabeça na sequência de cantos, no caminho para um 3-0 que ninguém previa com aquela margem. Zidane, filho de imigrantes argelinos, tornou-se símbolo de toda uma geração e voltaria a ser protagonista, pelas piores razões, na final de 2006, expulso após uma cabeçada em Marco Materazzi.

2014: o golo de Götze no Maracanã

A final de 13 de Julho de 2014, no Maracanã, no Rio de Janeiro, opôs a Alemanha à Argentina de Messi e ficou empatada a zero até ao prolongamento. Foi então que Mário Götze, ao minuto 113, controlou um cruzamento de André Schürrle no peito e, sem deixar a bola cair, rematou de esquerda para o único golo do jogo. A Alemanha conquistou o seu quarto título e tornou-se a primeira seleção europeia a vencer um Mundial em solo sul-americano.

Finais icónicas do Campeonato do Mundo
Ano Final Resultado Figura
1970 Brasil–Itália 4-1 Pelé
1986 Argentina–Alemanha Ocidental 3-2 Maradona
1998 França–Brasil 3-0 Zidane
2014 Alemanha–Argentina 1-0 (a.p.) Götze
2022 Argentina–França 3-3, 4-2 g.p. Messi

2022: a coroação de Messi

A final de 18 de Dezembro de 2022, em Lusail, no Catar, é apontada por muitos como a melhor de sempre. A Argentina de Lionel Messi chegou a vencer a França por 2-0, mas Kylian Mbappé empatou duas vezes no tempo regulamentar e voltou a marcar no prolongamento, num 3-3 dramático. Nas grandes penalidades, a Argentina venceu por 4-2, com Gonzalo Montiel a converter o penálti decisivo. Foi o terceiro título argentino e o troféu que faltava a Messi, muitas vezes comparado a Pelé e a Maradona no eterno debate sobre o maior de todos.

Quatro anos depois, em 2026, Messi voltou a chegar a uma final — desta vez perdida frente à Espanha, por 1-0 — no que se admite ter sido a sua última presença num Mundial. Mbappé, por seu lado, tornou-se um dos poucos jogadores a marcar em duas finais diferentes. As lendas mudam de geração, mas o palco é sempre o mesmo.

Para Angola, o Mundial tem um capítulo próprio e inesquecível: o primeiro e único golo do país numa fase final, apontado por Flávio Amado em 2006, frente ao México, na Alemanha. A BANCADA guarda esse momento na resposta a o primeiro golo de Angola num Mundial e no golo de Kigali que valeu o apuramento de 2006 — a prova de que, nesta competição, também os países pequenos escrevem a sua lenda.

Fontes

Atualizado a: 31 de Agosto de 2026, 10h00 (WAT).

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Atualizado a 14/10/2026 às 17h57 (WAT)

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