A história do Campeonato do Mundo: de 1930 no Uruguai a 2026 nos Estados Unidos
O Campeonato do Mundo de futebol nasceu em 1930, no Uruguai, por ideia do francês Jules Rimet, presidente da FIFA. Desde então cresceu de 13 para 48 seleções e teve 23 edições até 2026. O Uruguai foi o primeiro campeão; a Espanha, o mais recente. Dados a 31 de Agosto de 2026.
O Campeonato do Mundo de futebol nasceu em 1930, no Uruguai, por ideia do francês Jules Rimet, então presidente da FIFA. De 13 seleções na estreia passou a 48 em 2026, ao longo de 23 edições. O Uruguai foi o primeiro campeão; a Espanha, o mais recente. É a maior competição de seleções do planeta.
1930: a primeira estrela, em Montevidéu
A ideia de reunir os campeões de cada país num só torneio deve-se a Jules Rimet, dirigente francês que presidiu à FIFA durante mais de três décadas. A escolha do Uruguai para acolher a estreia não foi acidental: a seleção celeste era bicampeã olímpica — títulos mais tarde reconhecidos como mundiais — e o país festejava o centenário da sua Constituição. A decisão foi tomada em 1929, no Congresso de Barcelona.
A Grande Depressão e a dureza de atravessar o Atlântico de barco reduziram a adesão europeia ao mínimo: das treze seleções presentes, apenas quatro vinham da Europa — Bélgica, França, Roménia e Jugoslávia. Não houve fase de qualificação. Disputado entre 13 e 30 de Julho de 1930, o torneio consagrou o Uruguai, que venceu a Argentina por 4-2 na final, no recém-inaugurado Estádio Centenário, perante uma multidão. Estava lançada a competição.
As décadas de crescimento: 16 seleções e o domínio de dois continentes
Depois da estreia sul-americana, o Campeonato do Mundo estabilizou durante quase meio século num formato de 16 seleções. A Itália ganhou as edições de 1934 e 1938, em plena era de Mussolini, e a competição parou entre 1942 e 1946 por causa da Segunda Guerra Mundial. O regresso, em 1950, trouxe de novo o Brasil como anfitrião e o célebre desaire caseiro na decisão frente ao Uruguai, o chamado “Maracanaço”.
A partir dos anos 50, o troféu passou a alternar entre a Europa e a América do Sul, uma divisa que se manteve por décadas. O Brasil ergueu-o em 1958 e 1962; a Inglaterra em casa, em 1966; e o próprio Brasil voltou a vencer em 1970, no México, com uma das melhores equipas de sempre. Foi essa terceira conquista que deu ao Brasil, em definitivo, a Taça Jules Rimet — atribuída para sempre à primeira seleção a chegar aos três títulos.
1982 e 1998: o torneio ganha escala
O crescimento do futebol obrigou a competição a alargar-se. Em 1982, na Espanha, o Mundial passou de 16 para 24 seleções, abrindo mais lugares a África, à Ásia e à CONCACAF. Em 1998, em França, deu novo salto para 32 seleções, o formato que se manteve durante sete edições e que ficou associado à imagem moderna da prova: oito grupos de quatro, seguidos de mata-mata a eliminar.
Foi também neste período que o Mundial se tornou verdadeiramente global no ecrã. As transmissões em direto levaram os jogos a todos os continentes, e seleções de fora do eixo Europa-América do Sul começaram a marcar presença regular. Angola viveu esse momento em 2006, na Alemanha, na sua única presença até hoje numa fase final — um capítulo que a BANCADA guarda na resposta a Angola já foi ao Mundial.
Uma nota sobre o troféu
A Taça Jules Rimet, entregue ao Brasil em 1970, teve um destino trágico: foi roubada da sede da confederação brasileira, no Rio de Janeiro, em 1983, e nunca mais foi recuperada. Desde 1974 que os campeões erguem um troféu diferente, o atual, desenhado pelo italiano Silvio Gazzaniga — e este, ao contrário do primeiro, não passa a ser propriedade de ninguém: é devolvido antes de cada edição.
2026: 48 seleções e três anfitriões
A edição de 2026 marcou a maior mudança de sempre no formato. Pela primeira vez, o Campeonato do Mundo foi disputado por 48 seleções e repartido por três países — Estados Unidos, Canadá e México. O aumento reconfigurou por completo o mapa de grupos e a fase a eliminar, com mais jogos do que em qualquer edição anterior. A final, no MetLife Stadium, nos arredores de Nova Iorque, coroou a Espanha, que venceu a Argentina por 1-0 no prolongamento.
| Período | Formato | Marca |
|---|---|---|
| 1930 | 13 seleções | Estreia no Uruguai, primeiro campeão anfitrião |
| 1934–1978 | 16 seleções | Alternância Europa / América do Sul |
| 1982–1994 | 24 seleções | Abertura a mais continentes |
| 1998–2022 | 32 seleções | Formato moderno de oito grupos |
| 2026 | 48 seleções | Três anfitriões: EUA, Canadá e México |
Em quase um século, o Campeonato do Mundo passou de um torneio quase amador, alcançado de barco por meia dúzia de europeus, ao maior acontecimento desportivo do planeta. O que não mudou foi o essencial: uma vez a cada quatro anos, decide-se em campo qual é a melhor seleção do mundo. E, ao longo de 23 edições, apenas oito países conseguiram lá chegar.
Fontes
- Wikipédia — Copa do Mundo FIFA (edições, formatos e evolução para 48 seleções)
- CONMEBOL — Copa do Mundo 1930: a primeira estrela do Uruguai (estreia e final de 1930)
- Wikipédia — Copa do Mundo FIFA de 1930 (13 seleções, Jules Rimet, Estádio Centenário)
- NPR — Spain is the 2026 World Cup champion (final e campeão de 2026)
Atualizado a: 31 de Agosto de 2026, 10h00 (WAT).
Em verificação
Atualizado a 14/10/2026 às 17h57 (WAT)
Fontes
- Wikipédia — Copa do Mundo FIFA
- CONMEBOL — Copa do Mundo 1930: a primeira estrela do Uruguai
- Wikipédia — Copa do Mundo FIFA de 1930
- NPR — Spain is the 2026 World Cup champion, defeating Argentina
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