A geração de ouro de Portugal e a dor da final de 2004
Em 2004, Portugal organizou o Campeonato da Europa e chegou à final com a sua geração de ouro, de Figo a um jovem Cristiano Ronaldo. Mas perdeu por 0-1 com a Grécia, a mesma seleção que tinha batido no jogo de abertura. Foi um dos desaires mais dolorosos do futebol português.
Em 2004, Portugal tinha tudo para viver o maior momento do seu futebol. Organizava em casa o Campeonato da Europa, e trazia a tal geração de ouro — Luís Figo e Rui Costa no fim do caminho, um jovem Cristiano Ronaldo a começar o dele — com o experiente Luiz Felipe Scolari no comando.
Um país inteiro a sonhar
Portugal encantou a Europa a jogar. Chegou à final depois de eliminar Inglaterra e Países Baixos, e o país parou, convencido de que o título estava à vista. Do outro lado estava a Grécia, uma seleção defensiva e sem estrelas — a mesma que Portugal já tinha derrotado no jogo de abertura.
A dor do 0-1
Mas o futebol tem destas ironias cruéis. Num só remate de cabeça, de Charisteas, a Grécia venceu por 0-1 e foi campeã da Europa, na maior surpresa da história da prova. No relvado, um Cristiano Ronaldo de 19 anos chorou lágrimas que o mundo ainda não sabia o que valiam.
Portugal só viria a vencer o Europeu doze anos depois, em 2016 — mas a dor de 2004, com aquela geração, ficou como uma das feridas mais fundas do futebol lusófono.
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Atualizado a 14/10/2026 às 17h57 (WAT)
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