O Maracanaço: o dia em que o Brasil parou de chorar
Em 1950, o Brasil só precisava de um empate em casa para ser campeão do mundo pela primeira vez. Perdeu 2-1 com o Uruguai, no Maracanã cheio, e o país entrou em choque. Ficou conhecido como o Maracanaço, a maior tragédia da história do futebol brasileiro.
A 16 de Julho de 1950, o Brasil estava a um passo do seu primeiro título mundial. Jogava em casa, no recém-construído Maracanã, diante de perto de 200 mil pessoas — a maior assistência da história do futebol. Bastava-lhe um empate com o Uruguai para ser campeão do mundo. Ninguém, no país inteiro, duvidava.
O golo que calou 200 mil pessoas
O Brasil até se adiantou no marcador, no início da segunda parte. Mas o Uruguai, com uma frieza lendária, empatou e depois virou: aos 79 minutos, Alcides Ghiggia apareceu na direita e bateu o guarda-redes Barbosa. 2-1. O Maracanã, que rugia, mergulhou num silêncio de morte. Ghiggia costumava dizer que só três pessoas fizeram calar o Maracanã: o Papa, Frank Sinatra e ele.
Uma ferida nacional
A derrota entrou para a história como o Maracanaço e tornou-se muito mais do que um resultado: foi um trauma nacional que o Brasil demorou décadas a superar. O guarda-redes Barbosa carregou a culpa injustamente até morrer. O país trocou a camisola branca de então pela amarela que hoje é símbolo mundial. E foi essa dor que alimentou a fome que levaria o Brasil, oito anos depois, com um miúdo chamado Pelé, ao topo do mundo.
Para o mundo lusófono, o Maracanaço continua a ser a maior lição de que, no futebol, nada está ganho antes do apito final.
Em verificação
Atualizado a 14/10/2026 às 17h57 (WAT)
Fontes
Continua a ler
Recebe a jornada por e-mail
O Boletim da Jornada, à segunda-feira de manhã: resultados, classificação e o que vem aí. Sem apostas, sem vender o teu e-mail.
