Camarões 1990: a África que fez o mundo dançar
No Mundial de 1990, os Camarões tornaram-se a primeira seleção africana a chegar aos quartos de final. Roger Milla, já veterano, entrava do banco para marcar e festejava com uma dança junto à bandeira de canto que deu a volta ao planeta.
Antes de 1990, África era vista no futebol mundial como uma curiosidade. Depois de 1990, passou a ser levada a sério — e a culpa foi dos Camarões e de um senhor de 38 anos chamado Roger Milla.
A estreia que ninguém esperava
Os Leões Indomáveis começaram o Mundial da forma mais impensável: bateram a Argentina de Maradona, campeã em título, no jogo de abertura. E não pararam aí. Chegaram aos quartos de final — a primeira seleção africana de sempre a consegui-lo —, onde só caíram frente à Inglaterra, e a custo.
A dança que deu a volta ao mundo
O rosto daquela campanha foi Roger Milla. Já veterano, entrava do banco para decidir jogos, e a cada golo corria para a bandeira de canto e dançava — uma imagem que correu o planeta e ficou como símbolo da alegria do futebol africano.
Os Camarões de 1990 abriram uma porta que já não se fechou: a de que uma seleção africana podia, sim, discutir de igual para igual com os maiores. Foi o princípio de tudo.
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Atualizado a 14/10/2026 às 17h57 (WAT)
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