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Lionel Messi: o génio de Rosário que juntou tudo em Doha

Lionel Messi é o único futebolista com oito Bolas de Ouro, um recorde absoluto. O argentino ganhou tudo no Barcelona — incluindo quatro Ligas dos Campeões — mas só ficou completo em 2022, ao levantar o Campeonato do Mundo pela Argentina, no Qatar, aos 35 anos.

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Lionel Messi é o único futebolista com oito Bolas de Ouro, um recorde absoluto. O argentino ganhou praticamente tudo com a camisola do Barcelona, mas a sua carreira só ficou verdadeiramente completa a 18 de Dezembro de 2022, quando levantou o Campeonato do Mundo pela Argentina, no Qatar, aos 35 anos. Foi o último degrau de uma escada que começou num rapaz que quase não cresceu.

O rapaz que a Argentina quase perdeu

Lionel Andrés Messi nasceu em Rosário, na Argentina, em 1987. Aos onze anos, foi-lhe diagnosticada uma deficiência de hormona de crescimento — um tratamento caro que a família não conseguia suportar e que os clubes argentinos não quiseram pagar. Foi o Barcelona que o fez, depois de um treino em que os responsáveis do clube ficaram rendidos. Conta a lenda que o primeiro contrato foi rascunhado num guardanapo. Com treze anos, o miúdo atravessou o Atlântico e entrou em La Masia, a academia catalã.

O que se seguiu foi uma das carreiras mais completas de que há memória. Messi estreou-se pela equipa principal em 2004 e nunca mais parou. Tornou-se o melhor marcador da história do Barcelona, com 672 golos pelo clube — um número que ficou fixado quando saiu, em 2021, e que dificilmente será batido.

Uma década a definir o que é possível

Ao serviço do Barcelona, Messi ganhou dez campeonatos espanhóis e quatro Ligas dos Campeões (2006, 2009, 2011 e 2015). Sob o comando de Pep Guardiola, foi o coração de uma das melhores equipas de sempre, aquela que fez do jogo de posse e pressão uma arte. Individualmente, a distinção acumulou-se ano após ano: recebeu a Bola de Ouro em 2009, 2010, 2011 e 2012 — quatro seguidas, algo que ninguém tinha feito — e voltou a vencê-la em 2015, 2019, 2021 e 2023.

Lionel Messi — números-chave da carreira
Marca Registo
Bolas de Ouro 8 (recorde absoluto)
Ligas dos Campeões 4 (2006, 2009, 2011, 2015)
Campeonatos espanhóis 10
Golos pelo Barcelona 672 (melhor marcador do clube)
Campeonato do Mundo 1 (Qatar 2022)
Golos em Mundiais 21 (2.º de sempre)

A crítica que o perseguia

Durante anos, houve uma frase que o acompanhou como uma sombra: com a Argentina, Messi não ganhava. Perdeu três finais seguidas de grande prova entre 2014 e 2016 — uma na final do Mundial do Brasil, contra a Alemanha, e duas na Copa América. Chegou a anunciar que deixava a selecção. A comparação com Diego Maradona, o herói de 1986, pesava-lhe sobre os ombros de cada vez que envergava a camisola nacional.

A resposta chegou tarde, mas chegou inteira. Em 2021, Messi conquistou a Copa América no Maracanã, o seu primeiro grande troféu pela Argentina. No ano seguinte, no Qatar, levou a selecção ao terceiro título mundial da sua história, numa final dramática contra a França decidida no desempate por grandes penalidades. Foi eleito o melhor jogador do torneio e é hoje o segundo maior marcador de sempre em fases finais de Mundiais, com 21 golos. Somou ainda uma segunda Copa América, em 2024.

O legado

Messi mudou-se depois para o Inter Miami, levando a sua arte ao futebol norte-americano e continuando a somar golos por uma selecção que também comanda como recordista de internacionalizações e de golos. O que fica, porém, é mais do que a contabilidade. Fica a ideia de que um rapaz que quase não cresceu se tornou o jogador mais premiado da história, sem nunca perder a discrição. Para conhecer o outro lado desta era, veja o perfil de Cristiano Ronaldo, o rival que definiu quinze anos de futebol ao lado do argentino.

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Atualizado a 14/10/2026 às 17h57 (WAT)

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