Ronaldo, o Fenómeno: a carreira do avançado que renasceu duas vezes
Ronaldo Nazário, o Fenómeno, foi o maior avançado da sua geração: três vezes Melhor do Mundo da FIFA (1996, 1997, 2002) e duas Bolas de Ouro (1997, 2002). Marcou 15 golos em Campeonatos do Mundo, recorde que durou até 2014, e foi campeão mundial em 2002 pelo Brasil. Duas lesões graves no joelho quase lhe roubaram a carreira — mas ele voltou das duas.
Ronaldo Luís Nazário de Lima, o Fenómeno, foi o avançado mais dominador da sua era: três vezes Melhor do Mundo da FIFA (1996, 1997 e 2002) e duas Bolas de Ouro (1997 e 2002). Marcou 15 golos em Campeonatos do Mundo — recorde que resistiu até 2014 — e foi campeão mundial em 2002. Renasceu de duas lesões que teriam terminado carreiras mais frágeis.
O menino que redefiniu a posição
Ronaldo nasceu no Rio de Janeiro em 1976 e estreou-se no Cruzeiro ainda adolescente, marcando golos a um ritmo absurdo. Em 1994, com apenas 17 anos, foi ao Campeonato do Mundo dos Estados Unidos como reserva, campeão sem entrar em campo. No ano seguinte mudou-se para o PSV Eindhoven, na Holanda, e a Europa descobriu um avançado diferente de tudo: tinha a potência de um central, a velocidade de um extremo e a técnica de um dez. Não era um ponta de lança clássico — era uma categoria nova.
Barcelona e Inter: o auge precoce
Em 1996 assinou pelo FC Barcelona por um valor recorde e, numa única época, marcou 47 golos em 49 jogos, tornando-se, aos 20 anos, o mais jovem Melhor do Mundo da FIFA de sempre. No ano seguinte foi para o Inter de Milão, de novo por uma verba recorde, e em 1997 juntou a Bola de Ouro. Parecia imparável — até que o corpo cedeu.
| Marca | Registo |
|---|---|
| Melhor do Mundo FIFA | 3 (1996, 1997, 2002) |
| Bolas de Ouro | 2 (1997, 2002) |
| Campeonato do Mundo | 2 (1994, 2002) — vice em 1998 |
| Golos em Mundiais | 15 — recorde até 2014 |
| Melhor marcador de um Mundial | 8 golos em 2002 |
| Clubes principais | Cruzeiro, PSV, Barcelona, Inter, Real Madrid, Corinthians |
Os joelhos e o abismo
Entre 1999 e 2001, Ronaldo sofreu duas roturas gravíssimas no joelho direito, ao serviço do Inter. A segunda ocorreu em plena partida, e as imagens correram o mundo: o melhor avançado do planeta dobrado de dor, com a carreira à beira do fim. Passou perto de dois anos praticamente sem jogar. Muitos deram-no como acabado. O facto menos conhecido em português é a dimensão da recuperação — foi tão pioneira do ponto de vista médico que ajudou a mudar a forma como o futebol trata este tipo de lesão.
A redenção de 2002 e o fim
O regresso teve o palco perfeito. No Campeonato do Mundo de 2002, Ronaldo marcou oito golos, incluindo os dois da final contra a Alemanha, e devolveu o título ao Brasil. Foi Melhor do Mundo e Bola de Ouro nesse ano — a maior redenção que o futebol viu. Seguiu depois para o Real Madrid, onde foi campeão espanhol, e fechou a carreira no Corinthians, em 2011. Ao todo, marcou mais de 400 golos como profissional. Para reviver o momento que o eternizou, leia sobre a redenção de 2002.
Fontes
- Wikipédia — Ronaldo (prémios FIFA, Bolas de Ouro, golos em Mundiais, clubes, lesões no joelho)
- Britannica — Ronaldo (biografia, títulos mundiais de 1994 e 2002, carreira)
- Goal — O Fenómeno (época de 47 golos no Barcelona, recuperação das lesões, redenção de 2002)
Em verificação
Atualizado a 14/10/2026 às 17h57 (WAT)
Fontes
- Wikipédia — Ronaldo (futebolista brasileiro)
- Britannica — Ronaldo
- Goal — O Fenómeno: como Ronaldo se tornou lenda
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