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História

Zinedine Zidane: o génio da elegância e da fúria

Zinedine Zidane é uma das maiores lendas do futebol francês e mundial: venceu a Bola de Ouro de 1998, foi três vezes Melhor do Mundo da FIFA (1998, 2000, 2003) e conquistou o Campeonato do Mundo de 1998 e o Euro 2000 pela França. No Real Madrid, ganhou a Liga dos Campeões de 2002 com um dos golos mais bonitos de sempre. A carreira terminou com uma cabeçada na final do Mundial de 2006.

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Zinedine Zidane foi o maior futebolista francês de sempre e um dos génios absolutos do jogo: venceu a Bola de Ouro de 1998, foi eleito Melhor do Mundo da FIFA por três vezes (1998, 2000 e 2003) e conquistou o Campeonato do Mundo de 1998 e o Euro 2000. Elegante como poucos, controlava a bola como se lhe pertencesse — mas foi também um homem de fúria, e essa contradição marcou a sua despedida.

O filho de Marselha

Zidane nasceu em 1972 num bairro pobre de Marselha, filho de imigrantes argelinos. Formou-se no Cannes e afirmou-se no Bordéus antes de dar o salto para Itália, onde vestiu a camisola da Juventus. Com o clube de Turim conquistou dois títulos de campeão italiano (1996-97 e 1997-98) e disputou duas finais da Liga dos Campeões, ambas perdidas. Foi um artista num campeonato de defesas de ferro, e mesmo aí a sua classe brilhou.

A noite de 1998

A consagração chegou em casa. No Campeonato do Mundo de 1998, em França, Zidane marcou dois golos de cabeça na final contra o Brasil, que a França venceu por 3-0 — o primeiro título mundial da história do país. Dois anos depois, acrescentou o Euro 2000, e a França tornou-se a primeira selecção a ser campeã do mundo e da Europa em seguida. No mesmo ano de 1998 recebeu a Bola de Ouro. Ao todo, somou 108 internacionalizações e 31 golos pela selecção.

Zidane — números-chave da carreira
Marca Registo
Bola de Ouro 1 (1998)
Melhor do Mundo FIFA 3 (1998, 2000, 2003)
Campeonato do Mundo 1 (1998) — vice em 2006
Campeonato da Europa 1 (2000)
Liga dos Campeões 1 (2002, Real Madrid)
Jogos/golos por França 108 jogos, 31 golos

O golo de Glasgow

Em 2001, Zidane mudou-se para o Real Madrid por um valor recorde. Foi lá que assinou a obra-prima da carreira: na final da Liga dos Campeões de 2002, em Hampden Park (Glasgow), rematou de primeira, com o pé esquerdo, uma bola que caía do céu, e bateu o Bayer Leverkusen. Aquele voleio é considerado um dos golos mais bonitos da história da prova e valeu o troféu ao Real Madrid. No ano seguinte, ajudou o clube a conquistar o campeonato espanhol.

A cabeçada e o adeus

A carreira fechou-se com um dos momentos mais discutidos do desporto. Na final do Campeonato do Mundo de 2006, contra a Itália, Zidane — que anunciara a reforma para o fim do torneio — respondeu a uma provocação de Materazzi com uma cabeçada no peito do italiano. Foi expulso, e a França acabou por perder nas grandes penalidades. Mesmo assim, foi eleito o melhor jogador do torneio. Foi o génio e a fúria no mesmo homem, no mesmo instante.

Mais tarde, Zidane regressou ao Real Madrid como treinador e venceu três Ligas dos Campeões seguidas (2016, 2017 e 2018) — feito sem paralelo na era moderna. Como jogador, pertence ao grupo restrito de quem venceu o Campeonato do Mundo, a Liga dos Campeões e a Bola de Ouro. Foi, e continua a ser, sinónimo de elegância. Para o contexto da prova que dominou, leia a história do Campeonato do Mundo.

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Atualizado a 14/10/2026 às 17h57 (WAT)

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