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BANCADA
História

Senegal 2002: os Leões que derrubaram a França

No jogo de abertura do Mundial de 2002, o Senegal, estreante na prova, venceu a França, campeã do mundo em título, por 1-0, com um golo de Papa Bouba Diop. Foi uma das maiores surpresas da história dos Mundiais, e os Leões da Teranga chegaram aos quartos-de-final.

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A 31 de Maio de 2002, em Seul, o Mundial abriu da maneira mais improvável que se podia imaginar. De um lado, a França: campeã do mundo em título, campeã da Europa, cheia de estrelas, favorita a tudo. Do outro, o Senegal: a estrear-se num Campeonato do Mundo, uma das seleções mais modestas de toda a prova. No papel, não havia jogo. No relvado, houve história.

O golo que calou o mundo

Ao minuto 30, El Hadji Diouf fugiu pela esquerda e cruzou rasteiro. Na confusão da área, surgiu Papa Bouba Diop a empurrar a bola para o fundo das redes. Senegal 1, França 0. E o golo ficou tão famoso como a dança da comemoração, com os jogadores a rodear a camisola de Diop pousada no relvado, junto à bandeira de canto — uma das imagens mais felizes que o Mundial já deu.

A França, com todo o seu poder, não conseguiu responder. O resultado aguentou-se até ao fim. Os Leões da Teranga tinham derrubado os campeões do mundo no primeiro dia do torneio.

Não foi sorte

Quem achou que tinha sido um acaso enganou-se. O Senegal não parou ali: passou a fase de grupos e chegou aos quartos-de-final, onde só caiu já no prolongamento. A França, essa, fez o percurso inverso — caiu na primeira fase sem marcar um único golo em todo o Mundial. A campeã do mundo foi para casa mais cedo do que a estreante que a tinha batido.

O orgulho de um continente

Aquela equipa, feita em boa parte de jogadores formados em França, correu África inteira de emoção. Foi mais uma prova, depois dos Camarões de Roger Milla, de que o futebol africano tinha chegado para ficar nos palcos maiores — e de que nenhuma etiqueta de favorito vale mais do que a vontade de quem entra em campo sem nada a perder.

Do lado angolano, o Senegal de 2002 é daquelas histórias que se contam com um sorriso. Porque quando uma seleção africana derruba a campeã do mundo no dia de abertura, não ganha só o Senegal — ganha a ideia de que, em futebol, ninguém está condenado a perder só porque o mundo já decidiu por ele.

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Atualizado a 14/10/2026 às 17h57 (WAT)

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