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História

A geração de ouro das Palancas Negras: Akwá, Mantorras, Flávio Amado e companhia

A geração de ouro das Palancas Negras é a que levou Angola ao Mundial de 2006, a única presença do país numa fase final. Os seus rostos foram Akwá, capitão e maior marcador de sempre, Flávio Amado, autor do único golo angolano num Mundial, o benfiquista Mantorras, Manucho e Zé Kalanga.

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A geração de ouro das Palancas Negras é a que levou Angola ao Mundial de 2006, a única presença do país numa fase final. Os seus rostos foram Akwá, capitão e maior marcador de sempre, Flávio Amado, autor do único golo angolano num Mundial, e o benfiquista Mantorras — mais Manucho, Zé Kalanga e um bloco defensivo que fez do país uma das surpresas da Alemanha.

Akwá, o capitão que decidiu tudo

Akwá, de nome completo Fabrice Alcebíades Maieco, nasceu em Benguela a 30 de Maio de 1977 e é o melhor marcador da história da seleção, com 39 golos em 78 jogos — algumas fontes apontam 39, mas o registo da BANCADA fixa 38. Foi ele quem, a 8 de Outubro de 2005, marcou em Kigali o golo que apurou Angola, à frente da Nigéria. Capitão dentro e fora de campo, fez carreira no Nacional de Benguela, no Benfica, no Alverca e na Académica, em Portugal, e no Qatar, antes de fechar o percurso no Petro de Luanda.

Flávio Amado, o golo que não se repetiu

Flávio da Silva Amado, nascido a 30 de Dezembro de 1979, é o dono de um recorde que ninguém lhe tirou em vinte anos: o único golo de Angola numa fase final, de cabeça, no 1-1 com o Irão, a 21 de Junho de 2006. Avançado do Petro, brilhou sobretudo no Al Ahly do Egito, onde jogou entre 2005 e 2009 e venceu títulos continentais. É, ao lado de Akwá, um dos dois maiores goleadores angolanos de sempre. Mais sobre o jogador na ficha quem é o Flávio Amado.

Mantorras, o talento travado pela lesão

Nenhum jogador desta geração gerou tanta expectativa na Europa como Mantorras. Pedro Manuel Torres, nascido em Luanda a 18 de Março de 1982, afirmou-se no Benfica a partir de 2001/02 como uma das maiores promessas do futebol português — até uma lesão grave no joelho lhe travar o resto da carreira. No Mundial de 2006 estava longe da melhor forma, mas o seu nome, mesmo condicionado, tornou-se símbolo do que aquela geração podia ter sido com sorte diferente.

Manucho, Zé Kalanga e o resto do bloco

Manucho — Mateus Alberto Contreiras Gonçalves, nascido a 7 de Março de 1983 — foi o que mais longe chegou no mercado: saído do Petro, em Janeiro de 2008 tornou-se o primeiro angolano a assinar pelo Manchester United, seguindo depois para o Valladolid, em Espanha, onde se fixou vários anos. E há um nome que a história costuma esquecer mas que foi decisivo: Zé Kalanga, de nome verdadeiro Paulo Baptista Nsimba, o extremo que serviu a Akwá o cruzamento do golo de Kigali. Fez carreira no Petro e no Dínamo de Bucareste, na Roménia — um destino invulgar para um internacional angolano.

A geração de ouro — cinco nomes
Jogador Marca registada
Akwá Capitão e maior marcador de sempre; golo de Kigali
Flávio Amado Único golo de Angola num Mundial (vs Irão, 2006)
Mantorras Promessa do Benfica travada por lesão no joelho
Manucho Primeiro angolano no Manchester United (2008)
Zé Kalanga Assistência para o golo de Kigali

Porque é que se lhes chama «de ouro»

Não foi pelos troféus — Angola nunca passou dos quartos-de-final de um CAN. Foi pelo salto: esta foi a geração que colocou o país, uma única vez, no maior palco do futebol mundial, e que o fez com uma organização que resistiu a Portugal, ao México e ao Irão sem ser goleada. Vinte anos depois, nenhuma outra a igualou — e é por isso que os seus nomes ainda se dizem de cor em Luanda, Benguela e no Dundo.

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Atualizado a 14/10/2026 às 17h57 (WAT)

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