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História

Angola, tricampeã africana de hóquei em patins: 2019, 2023 e 2025

A seleção angolana de hóquei em patins é tricampeã africana, tendo vencido todas as três edições do Campeonato Africano — 2019, 2023 e 2025. É a potência absoluta da modalidade no continente. O último título foi conquistado em Luanda, com uma vitória de 7-3 sobre Moçambique.

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A seleção angolana de hóquei em patins é tricampeã africana, tendo vencido todas as três edições do Campeonato Africano de séniores — 2019, 2023 e 2025. É a potência absoluta da modalidade no continente: desde que a prova existe, o troféu nunca saiu das mãos de Angola. O título mais recente foi conquistado em Luanda, em 2025, com uma vitória de 7-3 sobre Moçambique na final.

2019: o título fundador, em Luanda

O Campeonato Africano de Hóquei em Patins nasceu em 2019, disputado em Luanda e criado como via de qualificação africana para o Campeonato do Mundo. Angola venceu essa edição inaugural, batendo Moçambique na final, e assumiu desde logo o papel de referência de uma modalidade em que o continente ainda dá os primeiros passos organizativos.

O domínio angolano não surgiu do nada. O país tem tradição na patinagem e no hóquei, com uma prova interna estruturada — a Taça de Angola e a Supertaça — e, sobretudo, foi anfitrião do Campeonato do Mundo de 2013, disputado em Luanda. Poucos países fora da Europa e da América Latina acolheram um Mundial da modalidade; Angola foi um deles.

2023 e 2025: o tri consolidado

Em 2023, no Cairo, Angola revalidou o estatuto ao vencer a segunda edição, com o Egito como finalista vencido. Dois anos depois, de regresso a Luanda, chegou o terceiro título consecutivo: 7-3 a Moçambique, com golos de Francisco Eduardo (dois), Erivaldo Domingos, José Albino e Nelson Miope. Três edições, três triunfos — um pleno absoluto.

Angola no Campeonato Africano de hóquei em patins (séniores)
Edição Sede Final
2019 Luanda Vitória sobre Moçambique
2023 Cairo Vitória sobre o Egito
2025 Luanda 7-3 a Moçambique

O eixo luso-angolano

A força da seleção assenta num traço particular: a maioria do plantel joga em Portugal, onde o hóquei em patins tem uma das ligas mais competitivas do mundo. Nomes como Francisco Veludo (Sporting de Tomar), Adilson Diogo “Pi” e Miguel Sardinha construíram a carreira nos campeonatos portugueses, e é aí que se apuram tecnicamente antes de vestir a camisola nacional.

Esse eixo luso-angolano é a ponte que sustenta o nível da equipa. A ligação histórica e linguística entre os dois países permite que jogadores nascidos ou formados em Angola sigam para os clubes portugueses ainda jovens, regressando à seleção com o rodado das melhores competições europeias — uma vantagem que nenhum rival africano consegue igualar.

Estatuto continental e o Mundial

O tricampeonato traduz-se em estatuto: Angola é, sem discussão, a seleção mais forte de África no hóquei em patins e a única do continente com presença regular na fase final do Campeonato do Mundo. A melhor classificação mundial é um notável 5.º lugar, alcançado em 2017, em Nanquim, na China — um resultado que colocou Angola entre as oito melhores do planeta, ombro a ombro com as potências europeias e sul-americanas.

O título de 2025 garantiu de novo a presença angolana no Mundial, ao lado das seleções europeias apuradas. Para uma modalidade dominada há décadas por Portugal, Espanha, Itália e Argentina, ter uma seleção africana instalada na elite é raro — e Angola é, isolada, essa exceção.

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Atualizado a 14/10/2026 às 17h57 (WAT)

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