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BANCADA
História

Drogba: o futebolista que ajudou a parar uma guerra

Em 2005, depois de a Costa do Marfim se apurar para o Mundial, Didier Drogba fez um apelo público, de joelhos, para o fim da guerra civil no seu país. Mais tarde ajudou a levar um jogo à região rebelde. O futebol de Drogba foi, ali, uma ponte para a paz.

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O Didier Drogba foi um dos maiores avançados africanos de sempre, lenda do Chelsea. Mas a sua história mais importante não se passou num estádio de topo — passou-se no seu país, a Costa do Marfim, mergulhado numa guerra civil.

Um apelo de joelhos

Em 2005, quando a seleção marfinense se apurou pela primeira vez para um Mundial, Drogba pegou num microfone no balneário, ainda em euforia, e — de joelhos, com os companheiros — fez um apelo transmitido para todo o país: que as armas se calassem, que a guerra parasse. O momento correu o mundo.

O futebol como ponte

Não ficou pelas palavras. Drogba ajudou depois a levar um jogo da seleção à cidade de Bouaké, no coração da região rebelde — um gesto simbólico de reconciliação, num país dividido. O futebol tornou-se, ali, uma linguagem que todos os lados entendiam.

Por tudo isto, Drogba é, em África, muito mais do que um craque. É um símbolo de que o desporto pode, às vezes, mudar aquilo que a política não consegue.

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Atualizado a 14/10/2026 às 17h57 (WAT)

Fontes

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