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Liga dos Campeões

A história da Liga dos Campeões: da Taça dos Campeões Europeus de 1955 à Champions moderna

A Liga dos Campeões nasceu em 1955 como Taça dos Clubes Campeões Europeus, por ideia do jornal francês L'Équipe. Mudou de nome e ganhou fase de grupos em 1992/93 e, desde 2024/25, disputa-se em liga única de 36 clubes. O Real Madrid é o maior vencedor.

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A Liga dos Campeões nasceu em 1955 como Taça dos Clubes Campeões Europeus, por ideia do jornal francês L’Équipe. Mudou de nome e ganhou fase de grupos em 1992/93 e, desde 2024/25, disputa-se numa liga única de 36 clubes. Ao longo de sete décadas foi a prova de clubes mais importante do mundo, e o Real Madrid o seu maior vencedor.

1955: a ideia que veio de um jornal

A competição não nasceu de uma federação, mas de uma redação. Foi Gabriel Hanot, diretor do diário desportivo francês L’Équipe, quem defendeu a criação de um torneio que juntasse os campeões de cada país europeu para decidir, em campo, quem era o melhor clube do continente. A recém-fundada UEFA acolheu a ideia, e a primeira edição arrancou na época de 1955/56, disputada por dezasseis clubes em eliminatórias a duas mãos.

O primeiro jogo da história realizou-se em Lisboa, a 4 de Setembro de 1955: um empate a três golos entre o Sporting e o Partizan de Belgrado. A final chegou a 13 de Junho de 1956, no Parc des Princes, em Paris, com o Real Madrid a vencer o Stade de Reims por 4-3. Era o início de um domínio sem paralelo.

A dinastia branca e os anos 60

O Real Madrid venceu as cinco primeiras edições, de 1956 a 1960, com uma equipa comandada por Alfredo Di Stéfano e, mais tarde, Ferenc Puskás. O ponto alto foi a final de 1960, em Hampden Park, Glasgow: um 7-3 ao Eintracht Frankfurt que ainda hoje é citado como um dos maiores jogos de sempre da prova.

A partir daí, o troféu começou a circular. O Benfica, de Eusébio e Mário Coluna, ergueu-o em 1961 e 1962 — as duas únicas conquistas portuguesas até hoje. Depois vieram os clubes de Milão, o Inter e o Milan, a dividir a década entre si. A Taça dos Campeões Europeus era já a coroa máxima do futebol de clubes.

Ajax, Bayern e o futebol total

O início dos anos 70 pertenceu ao Ajax de Johan Cruyff, que impôs o chamado futebol total e venceu três edições seguidas, de 1971 a 1973. O testemunho passou de imediato para o Bayern de Munique de Franz Beckenbauer, que também somou três títulos consecutivos, de 1974 a 1976. Foram anos em que a prova consagrou modelos de jogo inteiros, e não apenas equipas.

A segunda metade da década e o início dos anos 80 tornaram-se ingleses. O Liverpool ergueu a taça em 1977, 1978, 1981 e 1984; o Nottingham Forest venceu em 1979 e 1980; o Aston Villa em 1982. Nenhuma outra escola dominou tanto tempo seguido a competição.

Heysel e o ponto de viragem

A 29 de Maio de 1985, a final entre a Juventus e o Liverpool, no Estádio de Heysel, em Bruxelas, transformou-se em tragédia: uma carga de adeptos fez ruir um muro e morreram 39 pessoas, na maioria italianas, antes sequer de a bola rolar. A consequência desportiva foi pesada — os clubes ingleses ficaram banidos das provas europeias durante cinco anos. O episódio marcou o fim de uma era e apressou a modernização do futebol europeu.

1992: nasce a Champions

Em 1992/93, a competição mudou de nome e de formato. Passou a chamar-se Liga dos Campeões da UEFA e substituiu parte das eliminatórias diretas por uma fase de grupos, todos-contra-todos. A alteração trouxe mais jogos, mais receitas e a marca comercial que hoje se conhece, com o hino e a estrela ao centro do relvado. O primeiro vencedor do novo modelo foi o Olympique de Marselha, em 1993.

Os anos 90 tiveram um protagonista claro: o Milan de Arrigo Sacchi e, depois, de Fabio Capello, que jogou três finais seguidas e goleou o Barcelona por 4-0 na decisão de 1994. A partir de 1997, a prova deixou de ser exclusiva dos campeões nacionais e passou a admitir vários clubes do mesmo país, consolidando o peso das grandes ligas.

Do reinado espanhol à liga única

O século XXI reforçou o domínio ibérico. O Real Madrid conquistou a sua décima taça — La Décima — em 2014 e venceu depois três edições consecutivas, de 2016 a 2018, algo que nenhum clube conseguira na era moderna. O Barcelona de Guardiola e Messi e o Bayern voltaram a marcar época, mantendo a Champions como o palco onde se medem os melhores plantéis do mundo.

A mudança mais recente chegou em 2024/25. A UEFA abandonou os grupos de quatro e criou uma liga única de 36 clubes: uma só tabela, em que cada equipa disputa oito jogos contra adversários diferentes, e os primeiros lugares apuram-se diretamente para os oitavos-de-final. É a maior reforma desde 1992, e prova que a competição continua a reinventar-se — sem perder o essencial, que é decidir, em campo, quem é o campeão da Europa.

As grandes eras da Taça dos Campeões / Liga dos Campeões
Período Protagonista Marca
1956–1960 Real Madrid Cinco títulos seguidos
1961–1962 Benfica Único bicampeão português
1971–1973 Ajax Futebol total, três seguidos
1974–1976 Bayern de Munique Três seguidos
1977–1984 Clubes ingleses Liverpool, Forest, Aston Villa
1989–1994 Milan Domínio do novo formato
2014–2018 Real Madrid La Décima e o tricampeonato
2024/25 — Nova liga única de 36 clubes

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Atualizado a 14/10/2026 às 17h57 (WAT)

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